quinta-feira, 17 de março de 2011

Contra roubos, bancos em São Paulo terão divisórias em caixas

Governador Geraldo Alckmin promulgou ontem lei que transforma os caixas em cabines de atendimento


Os caixas das agências bancárias estão prestes a se transformar em verdadeiras cabines de atendimento, se depender da lei promulgada ontem pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e de suas regulamentações. A nova legislação determina a instalação de divisórias entre os caixas, a fim de garantir mais privacidade aos clientes e combater as chamadas "saidinhas de banco".

O projeto foi apresentado em 2009 pelo então deputado estadual Vanderlei Siraque (PT-SP). "A lei tem dois objetivos: proteger a intimidade do cidadão e coibir a 'saidinha'", diz, referindo-se ao golpe em que um ladrão fica fora do banco, aguardando que o cliente saia com uma quantia significativa de dinheiro, normalmente informada por alguém no lado de dentro.

A Lei 1236/09 ainda precisa de regulamentação. Até o momento, determina que a divisória tenha, no mínimo, 1,80 metro de altura e seja de um material opaco. Os bancos que não se adaptarem à lei em até 90 dias, a partir da regulamentação, estarão sujeitos a multas de R$ 8.725. Outros acessórios para isolar a transação em andamento ainda serão discutidos pelos bancos. "Tem de ser de tal forma que só o caixa saiba o que faço com meu dinheiro", completa Siraque.

Medida inócua

A discussão sobre as demais especificações técnicas deve ser quente, pois a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) considera a lei inócua. "Não tem eficácia. Cria diversos cubículos, dificultando a visão dos seguranças e a circulação", argumenta o diretor técnico da Febraban, Wilson Gutierrez.

Além disso, a posição dos bancos é de que o golpe da saidinha ocorre, de fato, na rua e, portanto, não é de sua responsabilidade. "Trabalhamos orientando funcionários e clientes sobre como evitar ser vítima do golpe", diz Gutierrez. "Mas não podemos fazer a segurança fora da agência", complementa o diretor, que ainda não tem estimativa de quanto sairá a instalação das divisórias para as agências bancárias. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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